

O velório das quatro vítimas aconteceu na cidade de Macaíba e o clima de consternação era vísivel em todos. Maria Edilza e Ruth, mãe e filha respectivamente, foram veladas lado a lado.
O cunhado do PM Romeu, Eriberto de Souza Tinoco, foi um dos primeiros a ser informado da tragédia. ``O rapaz de funerária foi até a casa da minha sogra e perguntou se eu conhecia Romeu. Depois, se eu estava preparado para a notícia'', lembrou. ``Fui até o local do acidente. Eram cenas chocantes e pude ver a dificuldade em retirar os corpos das ferragens do carro'', completou.
Eriberto disse que o policial era lotado na Academia de Polícia Militar e contou que as vítimas saíram no domingo à tarde com destino a cidade de São Pedro do Potengi. ``Eles iam para uma pequena vaquejada que aconteceu lá. Parece coincidência, mas o carro que bateu no deles voltava dessa cidade'', comentou.
Eriberto contou que ``é um momento trágico para todos. A família está angustiada, mas buscando forças para superar o momento''. Todas as vítimas serão sepultadas hoje à tarde no cemitério de Macaíba. O chefe do setor de comunicação da PRF, inspetor Roberto Cabral, lamentou o fato ocorrido na rodovia federal. ``Infelizmente, a imprudência predomina nas rodovias. Os motoristas não respeitam as faixas e fazem muitas ultrapassagens indevidas'', declarou. De acordo com a PRF, o boletim do acidente deve ficar pronto em, no máximo, uma semana e depois fica à disposição da Justiça.
Nesta segunda pela manhã no local ainda haviam marcas do acidente. Pedaços dos parachoques nos dois lados da pista, lanternas quebradas e retalhos de panos ensanguentados. Os dois veículos foram rebocados até o posto da PRF, em Macaíba. O trecho onde ocorreu a batida é próximo a uma curva e muitos veículos não respeitam nem a velocidade nem as faixas.
A situação em que ficaram dimensiona a violência da batida. O Celta ficou praticamente destruído. A parte dianteira foi achatada, as portas e pneus retorcidos, teto amassado, a parte interna completamente exposta. Dentro do veículo, haviam restos de massa encefálica e um pedaço de osso humano.
Já a caminhonete ficou com a frente um pouco amassada, uma das rodas empenadas. O detalhe é que o airbag que fica no volante do carro foi acionado e pode ter sido um dos fatores que salvou a vida do médico. FOTOS DE CARLOS SANTOS/DN e JOÃO MARIA ALVES/TN.
FONTE: dnonline/by Miquéas Capuxú.



